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terça-feira, 7 de junho de 2016

Assemana Viola Princípio Jornalistico

Comentário
Assemanaonline na sua edição do dia 1 de junho tinha em destaque uma notícia que vinha com o título; Caso monte txota: Antany Foge de prisão e contínua a monte.
Minutos depois a notícia já tinha espalhada por toda capital com ajuda do occean express que também publicou a notícia fazendo fonte com o assemana.
Por volta das 14horas na rede social havia pessoas a desmentir a informação- é “tudo falso”. Agora eu pergunto existe notícia falsa? Não será ela a informação falsa? O artigo número 1 do Código Deontológico do Jornalista aprovado em 4 de Maio de 1993 diz o seguinte:

“O jornalista deve relatar os factos com rigor e exatidão e interpretá-los com honestidade. Os factos devem ser comprovados ouvindo as partes com interesses atendíveis no caso. A distinção entre notícia e opinião deve ficar bem clara aos olhos do público”

 Conforme ficou, o assemana nesse caso não acatou este código, porque por se tratar de ama fonte confiável como eles explicam, não lhes suprimi o dever de ouvir outras fontes, instituições que estão ligados ao assunto, e claro o melhor indicado seria as forças armadas.
                                                                                            
 Para mim isso não se resume apenas a um erro como assemana publicou na manhã seguinte do dia, mas sim na falta de cuidado ao trabalhar uma informação e também na vontade de publicar uma notícia daquelas em primeira mão, porque saberiam como o povo cabo-verdiano iria hagir e com certeza apelar mais uma vez a uma melhor justiça em cabo verde.

Portanto penso que assemana cometeu um “crime” ao divulgar aquela informação a sociedade civil entrou em pânico e por coincidência era um dia muito especial para as crianças, e na altura os pais poderiam estar a prepara-las para festejarem o dia e tenho quase certeza que a notícia surtiu um efeito muito negativo pelo menos da parte da manhã quando se pensava que se tratava de uma notícia e não uma “informação falsa”.

Além dos danos psicológicos causado nas pessoas, penso que esta informação de alguma forma colocou em risco a reputação do assemana online, que para muitos é considerada a melhor jornal online do país.
Como se costuma dizer fazer jornalismo é trabalhar a informação não é publicar a nota da fonte, portanto como referido anteriormente dizer que se tratava de uma fonte confiável não justifica. Jornalista devem investigar não devem confiar em tudo que – se ouve ou em tudo que- diz, porque o objetivo principal do jornalista é informar e formar cidadãos, não simplesmente divulgar, até porque jornalismo é o quarto poder da sociedade pode tomar decisões importante através de uma noticia, adquirir conhecimentos etc…Portanto creio que faltou muito rigor e sobretudo o incumprimento dos princípios jornalísticos e quando é assim fica em jogo a credibilidade do jornal e da equipe que fazem sua produção.

Por: Grace Cabral

“Vitória será um emprego na minha área"

Entrevista
Elisângelo Ramos , é mais um da lista dos licenciados no desemprego em Cabo Verde.
Formado em ciências sociais pela universidade de Cabo Verde há mais de três anos, diz que até o momento não encontrou nenhum emprego na sua área. para”driblar” esta situação Elisângelo conta que, pratica agricultura na horta do pai

Grace Cabral : Antes de mais, como que vê Cabo Verde associado a esta alta taxa do desemprego no ceio dos recém-licenciados?

Elisângelo Ramos: Bem em primeiro lugar isso leva- me a concluir que ainda não estamos naquele nível que muitos pensam que estamos, um pais de desenvolvimento médio, em segundo lugar é que Cabo Verde precisa crescer mais e mais, adquirindo condições para criar emprego. 
Como é que lida com esse fenómeno?
Sinceramente as vezes fico frustrado, porque ao en­tramos na universidade já temos nossos planos traça­dos, lutamos durante quatro anos, passando muitas dificuldades, mas sempre com aquela esperança de formar e encontrar um trabalho e viver bem com­pensando assim o sofrimento que passamos, mas infelizmente somos poucos que tem essa sorte, é triste licenciar e quando terminar não encontrar emprego. As vezes vejo meu sonho condicionado, mas sei que vou vencer e minha vitória será conseguir um emprego na minha área. 
Onde está a falha?
A falha com certeza está na forma como o mercado está organizado e as políticas para recrutamento dos licenciados, porque não acho correto abrir e um curso em que não tem saída no mercado. em que o mer­cado não está preparado pra receber este profissional porque que fazem isso vamos formar para contribuir para nosso pais, mas como se não somos absorvidos? é uma pena ouvir-lhes na comunicação social em alto e bom som a disserem que já formamos jovens hoje Cabo Verde tem “x” jovens licenciados para quê isso, onde estão esses jovens licenciados , com certeza estão no sucupira ou a fritar palteis.
Será que vocês também não tem nenhuma responsabilidade nisso, será que não devem consultar o mercado antes de inscreverem no curso?
Sim devíamos, mas antes de virmos para universi­dade pedimos alguns conselhos afim de escolhermos a melhor opção, contudo acho que todas as opções dão na mesma. 
O que que fazes para driblar esta crise?
disso trabalho com o meu pai na produção de aguardente e no cultivo dos terrenos.
A quanto ano que pratica esta actividade?
Faço isso há três anos, mas tenho esperança que vou encontrar emprego enquanto isso vou fazer qualquer coisa. 
Para se qual é o papel da universidade no combate ao desemprego?
A universidade deve promover seus alunos, não os receber só pelo dinheiro, mas oferecer-lhes cursos que sabem que terão sucesso no futuro. 
Que mensagem deixa para jovens que estão na mesma situação que você?
Para não desistirem nunca, não ficar a espera, fazer aquilo que sabem sempre, não desistir de procurar o empre­go e principalmente não rejeitar nenhum mesmo que não for da área.

Por: Grace Cabral

Processão para Morte

Artigo de Opinião
Morte como consequência do pecado surgiu com génese da humanidade. Mas até momento ninguém a aceito como algo natural, todos receiam perante sua presença. Ela machuca, causa dor, 
sofrimento… e tudo parece irónico quando vimos jovens e por vezes até adultos a fazerem procissão para sua própria morte. Baladas, esquinas são palcos que eles mais frequentam, o pressuposto é divertir e muitas vezes acontece algo contrario e devastadora. Brigas e assaltos também fazem parte da "paciata".

Hoje já-se tornou quase comum ver jovens alienado pela droga. Outros chegam atá a suicidar-se. Como – se não louvassem a obra mais graciosa que Deus pôs na terra, vida. Infelizmente  ela é descartado num “clic” como senão tivesse nenhuma graça em leva-la adiante. Marcas de sangue nas paredes, lágrimas derramadas por aquelas perdas são lembranças melancólicas que acompanham-nos durante muito tempo e as vezes até para sempre. Isso deveria servir de exemplo, mas não, passa- se alguns minutos e houve o mesmo grito, a mesma causa. 
É a realidade cotidiana ninguém mais preocupa com ninguém…a paz, tornou uma palavra banal sem qualquer significado… Homens gastam milhões a preparar bombas e estudar planos que destrói um país num “clic” ao lado encontramos multidões a sofrerem e a zelarem por uma gota de água ou algo qualquer que saciasse sua fome. Eles são simplesmente ignorados como se não vivessem debaixo do mesmo céu e que a glória também não lhes pertencem. 

A sagrada escritura diz “vamos nos amar uns aos outros, como Deus nos ama”… uma frase simples e cheia de graça, mas que não é utilizada ao menos praticada. É transmitida na comunicação social diariamente senas de crimes, raptos, bombardeamentos, estupro etc… o ser que outrora Deus criou para ser seu discípulo e pregar sua obra tornou mais terrível dos seres. O dom que deus lhes nos atribui está ser utilizada para destrui o mundo que ela levou dias a construir. O resultado é simplesmente morte pôs a morte.
Por: Grace Cabral

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Psicopata ou terrorista? Afinal, quem é “Antany”?


Artigo de Opinião
 “Antany”, um nome que vai ficar, para sempre, na memória dos cabo-verdianos, pelo menos, na daqueles que ficaram chocados com o ocorrido.
Na passada terça feira, 26 de Abril, o país acordou em alerta máxima por causa de um mega acontecimento nunca ocorrido antes em Cabo Verde: um massacre que resultou na perda de 11 vidas humanas, 8 militares e 3 civis, na localidade de “Monte Txota” Concelho de São Domingos – Praia.
   Essas onze pessoas teriam sido brutalmente assassinadas por um militar companheiro que depois de cometer esse crime bárbaro abandonou o local e regressou à Praia para “ terminar de cumprir a sua missão – matar mais algumas pessoas, inclusive o seu padrasto”.
    Face à todo este acontecimento, a pergunta que não quer calar é: afinal, quem é Antany? Um psicopata ou um terrorista? 
    Parece-me que esta não é uma questão fácil de se responder, isto levando em conta que um indivíduo capaz de cometer esta atrocidade não é passível de ser interpretado sob um único critério, o psicológico, por exemplo.
   Imaginemos um jovem de 22 anos, com todo o futuro pela frente, acusado pelo assassinato de onze pessoas. Perguntamos: o que o teria levado a cometer este crime, denominado por muitos, de um atentado terrorista? A quem poderia, a culpa, ser atribuída? Ele deveria ser preso ou internado? São várias as questões que podem ser levantadas em torno deste caso no geral e do protagonista, em particular. 
    Contudo, por detrás deste ato monstruoso, como a maioria descreve, existe uma motivação: “não suportava receber ordens e nem abusos dos superiores”. E eu insisto na questão: seria ele, então, um terrorista ou um psicopata? 
    Assim como define a psicanálise, o psicopata é aquele que age com consciência dos seus atos, porém não se comove com os efeitos e tampouco se arrepende deles. Um psicopata então? Não me compete responder. 
Porém, se analisarmos todo o discurso de Antany, principalmente no momento em que ele diz que pretendia terminar a sua “missão” assassinando mais pessoas, isto não soaria um pouco ao pensamento terrorista? - Esta é uma pista que vos convido, caros leitores, a pensarem a respeito.
Este ato hediondo seria supostamente motivado por uma acumulação crescente de raiva e de rancor que culminou nesta tragédia, isto traduzindo em miúdos todas as informações acerca do caso, divulgado pelos média.
Terrorista ou psicopata, o facto é que ele é um jovem que apresenta características psicológicas e emocionais um tanto dúbias que merecem uma especial atenção da psicanálise e dos psicólogos a bem de toda a sociedade cabo-verdiana. 
Aquilo que o presumível assassino pode ou não ser é o que menos importa para os familiares das vítimas que apelam somente por justiça.
Mais não digo!
Por: Grace Cabral