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terça-feira, 28 de junho de 2016

Djodje: Músico que Canta e Encanta

 Fernando Jorge, o compositor da música “Beijam”, mais conhecido por Djodje nasceu no dia 15 de Janeiro de 1989 na cidade da Praia em cabo verde. Foi na zona de Fazenda que este jovem de 27 anos cresceu e despertou a sua paixão na música. Atualmente é cantor, compositor e produtor musical em que tornou-se um dos artistas mais reconhecido no mundo da música cabo-verdiana levando as suas melodias pela diáspora fazendo muito sucesso.

Começou a cantar desde muito cedo. Cresceu rodeada pela família de músicos, o pai é um ex-guitarrista do grupo Tubarões e a mãe oriunda de uma família de cantores e compositores designada de “Família Marta”.

O sucesso bateu-lhe na porta logo cedo, foi no ano 2000 em que ganhou o concurso de pequenos cantores realizado no parque 5 de Julho promovendo a sua carreira.
Mas foi em 2001 que o artista ficou conhecido, quando formou um grupo denominado de TC com o irmão mais velho Pesps, o primo Rick Boy e mais dois amigos numa brincadeira na varanda da casa do Djodje. E não é que deu certo. Foi logo naquela altu­ra que apareceu uma oportunidade e gravaram a música “ si bo kre volta” na participação do projeto Verão na qual a canção tornou-se um autêntico “hino”.

Em 2006, com 17 anos de idade, Djod­je lançou “ Sempre TC” o seu primeiro álbum a solo em homenagem ao seu grupo recolhendo as melhores críti­cas da imprensa com músicas “ Tchas Fala” e “ Misteriosa” proporcionaram sucessos na pista de dança africana.
Em 2007, juntamente com o grupo TC fizeram concertos no Brasil e Por­tugal. E foi neste ano que surgiu a ideia com o irmão e o primo de cri­aram a própria editora musical que atribuíram nome de Broda Music com gravaram o álbum de Rick Boy pro­duzido pelo próprio Djodje.

Em 2010, lança o seu segundo ál­bum a solo “check-in” com temas de grandes sucessos como “ Proibido”, “Close Your Eyes” e “Mon pa Altura”, produzido numa vertente mais POP, contendo os estilos musicais como CaboZouk/Cabolove. Este álbum im­pulsionou a sua carreira levando-o a fazer shows em vários países como Portugal, França, Suíça, Luxemburgo, Holanda, República Checa, EUA, Bra­sil, Angola e entre outros.
Venceu o prémio African Music Awards em 2011 na categoria melhor Zouk/ Kizomba.
O seu álbum a solo mais novo é o “Feed Back” lançado em Agosto de 2013 que o mesmo considera ser um álbum mais aprendizado com partic­ipação de vários produtores e artistas que fez muito sucesso. As músicas “Nha musika”, “ um segundo”, “ Vai embora” e “ Txukinha” foram os que fizeram mais sucesso em Cabo Verde e na diaspóra”.
Em 2014, Djodje renunciou as no­meações em CVMA porque segundo o cantor cabo-verdiano os critérios de base definidos pela organização dos prémios não foram respeitadas.

Venceu em 2015 o prémio de artista do ano no Kizoma Music Awards que aconteceu em New York.

Actualmente Djodje é um dos artistas mais conhecido no panorama musical a nível nacional e internacional. Com mais de 100.000 seguidores nas redes sócias e mais de 5 milhões de visual­izações no you tube. Faz shows pelos 4 cantos do mundo e o seu sucesso não para de aumentar.

Além da música 
 Djodje namora a cantora kady Araújo mais de 9 anos. Eles estão juntos no amor e na música.
Formou-se em Produção e Marketing Musical em Portugal.
Seu ídolo é o cantor Brasileiro Djavan que é um dos artistas que gostar­ia muito de atuar ao seu lado e considera-o uma das suas fontes de in­spiração.
Uma fã do artista cabo-verdiano tatuo o nome do cantor no braço.
Fica admirado e lisonjeado quando atua em palco nos países que falam outra língua e cantam as músicas dele em crioulo.
Tem uma preferência pela cor branca e gosta muito de morango com chan­tilly


Por: Grace Cabral

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Nha Balila invisual que vê com “coração”


Em mil novecentos e qualquer coisa nasceu Isidora Semedo Coreia - Nha Balila na localidade serra Malagueta conselho de Santa Catarina, ilha de santiago. Passou toda infância ali, até que aos 20 anos já em 1949, a estiagem que abalou o pais obrigou lhe a viajar para Angola onde permaneceu aqui durante três anos na plantação de cana-de-açúcar e outrora a trabalhar por outrem como faxineira. Ali conheceu pai da nação cabo-verdiana, Amílcar Cabral e tornaram grandes amigos.

Passando quatro anos Nha Balila como é carinhosamente conhecida regressou a terra que viu nascer Cabo Verde e de seguida engravida da Judite, sua primeira filha, a filha que namorado não quis assumir as responsabilidades que na época eram impostas. Por causa disso mais uma vez encontra na viajem o refúgio, desta vez para São Tomé E Príncipe com propósito de trabalhar nos secadoras de Cacau e roças de café. Passando nove meses já era altura de dar a luz a sua primeira filha. Sozinha com trabalhos e uma filha pra cuidar, senti obrigada a trazer a filha para Cabo verde. Quando finalmente em 1963 volta a Cabo Verde conheceu o homem que ao pronunciar o nome vê na face a tamanha felicidade, José correia Semedo casaram e tiveram uma filha, Maria Conceição Semedo Correia.

No ano de 1965 nasce a sua 2º filha Maria Conceição Semedo Correia. Em 66 vende a sua casa na Assomada para viajar para São Tomé e Príncipe, mas não chegou a fazê-lo por causa de problemas visuais. E acaba por fincar residência em Tira Chapéu.
Em Tira Chapéu entra na vila política participando nas reuniões do PAIGC, chegando a sofrer ameaças da polícia colonial. No dia 28 de junho de 1975 sofre um acidente de carro, fica hospitalizada e passa 5 de julho de 1975 no hospital.

 No ano 1977 Balila trabalha como ativista no partido único PAICV para incentivar os jovens a entrarem na vida politica. Entra para OMCV – Organização das Mulheres de Cabo Verde em 1981 onde permaneceu como primeira secretária de Tira Chapéu, até 1995.
No ano de 1981 cria o grupo de batucadeiras “bali pena”. O grupo atua em quase todos os cantos da ilha de Santiago, até 1991 quando o grupo foi dividido por questões partidários. Questões que no mesmo ano (1991) fez com que acabassem com a distribuição bens alimentícios feita em sua casa. Para além de distribuição de bens alimentícios a casa de Nha Balila funcionava como escola de alfabetização dos adultos de Tira Chapéu.

Nha Balila lutou em prol de uma sociedade melhor, principalmente no Bairro onde vive há 50 anos. Atualmente é madrinha da associação “Kilonbu”, uma associação de jovens do Bairro de Tira Chapéu e emprestou o nome à biblioteca comunitária do mesmo Bairro.
Em 2005 recebeu um diploma de mérito cultural, por ter contribuído com o grupo de batucadeiras “Bali Pena” pela valorização e promoção do batuque. Passando quatro anos recebeu o diploma Cruz Vermelha pelo sector da juventude e no mesmo ano recebeu um outro premio pelo desenvolvimento e promoção das tradições culturais cabo-verdianas.
Hoje aos com quase 87 anos vive com uma pensão que recebe e dos apoios de conhecidos e admiradores.
Por: Grace Cabral